O bebê virou!

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Estou eufórica!

Depois da notícia de ontem que meu bebê estava transverso, passei o dia todo fazendo a postura de yoga Adho Mukha Svanasana, (postura do cão). Fizemos meditação, acendemos uma lanterna na porta da perereca (literalmente recomendação da minha irmã). Ficamos assim por uns 15 minutos.

Então fizemos a segunda meditação de pais do CD que veio junto com o livro Hypnobirthing, ficamos lado a lado, com a mão na minha barriga e foi “UAU” transcedental! O bebê reagiu muito. Ele estava totalmente conectado com a gente! Foi demais! Eu já tinha comprado esse livro com CD há algum tempo, mas queria terminar de ler antes de começar os exercícios, mas depois de ontem vamos fazer a meditação diariamente até o bebê nascer! Ali eu me acalmei, tentei largar o controle de tudo e pensei que o importante é a saúde do meu bebê e que ele esteja bem. Foi uma sensação incrível! Minha fé tinha se renovado!

Acordei às 5 da manhã com o bebê mexendo bastante. Meu cachorro estava dormindo na sala e fiquei lá com ele fazendo mais posturas de yoga. Voltei pra cama umas 6h e acordamos às 8:30. Liguei para o hospital, tomamos café e fomos.

Chegando lá a enfermeira me perguntou se eu achava que o bebê ainda estava transverso. Eu disse que não sabia, mas que esperava que não.

Ela examinou minha barriga, ficou na dúvida se era a bunda ou a cabeça que estava para cima. Depois de umas tentativas confusas de ligar a máquina de ultrasom, o resultado esperado! A cabeça estava para baixo, lá onde deveria estar. A coluna estava pro lado esquerdo e as perninhas chutando no lado direito!

Estou eufórica com a notícia!
Meu bebê virooooooou!

Aqui estão alguns links que me ajudaram muito:

http://crisdoula.com/bebe-pelvico-como-virar/

http://www.namaskaryoga.com.br/index.php?id=64975107452

http://spinningbabies.com/techniques/activities-for-fetal-positioning/pelvic-floor-release

Bebê transverso

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Pois é, hoje durante a minha consulta de rotina com a Marie, minha enfermeira obstetra, descobri que o meu bebê está com a cabeça para a esquerda e a bundinha para o lado direito, ou seja na posição transversal.

Tudo estava indo tão bem, minha leitura em dia, minha saúde sob controle, meus exercícios diários, quartinho pronto. Absolutamente nada ajudou a colocar esse bebê no lugar. E agora estou mais perto de uma cirurgia do que do meu tão sonhado parto natural. O destino mais uma vez ironizando com a minha cara.

Essa semana foi meio estressante, eu fiquei 5 dias em casa devido ao feriado, mas aproveitei pra colocar tudo em ordem. Um pouco de stress porque sempre tem uma coisa faltando, sempre tenho que tomar a iniciativa pra isso e pra aquilo, enfim e para completar eu sonhei que tive uma menina, bem morena de cabelo liso, com cara de indiana e com 4 olhos.

É… assustador! Eu devo estar com algum medo interno, só pode! Minha pálpebra equerda também não pára de piscar e sempre tenho isso quando estou perto de alguma decisão ou evento importante na minha vida.

Enfim, amanhã irei ao hospital encontrar pela primeira vez o médico e fazer uma tentativa de virar o bebê na marra.

Esses são os procedimentos:

1) Barnmorska vai me receber.
2) Tirar a minha pressão
3) Monitorar o coração do bebê por 30 minutos com aparelho CTG
4) Exame de ultrasom com o médico
5) Injeção intravenosa de Bricanyl para relaxamento da musculatura do útero
6) O médico vai tentar virar o bebê manualmente
7) Depois da manobra monitorar novamente os batimentos do bebê por 30 a 40 minutos com aparelho CTG
8) Se o bebê virar, continuo o pré natal de rotina com a barnmorska caso contrário o médico fará um plano individual especial para mim.

Agora acabei de comprar uns MP3 de hypnose para virar o bebê, pois se não houver alguma causa física, só pode ser medo meu ou do bebê, então a hypnose ajuda a relaxar os músculos e o útero.

No momento estou triste, com raiva, irritada e ainda tenho que trabalhar sabe lá deus como!

Amanhã será um longo dia, eu volto para contar!

Leitura para grávidas

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1) O que esperar quando se está esperando
What to expect, when you are expecting. Heidi Murkoff

Fique longe desse livro se você quer ter um parto natural. Essa mulher fala só de doenças. É escrito sem sensibilidade, quase como se fosse um glossário ou uma enciclopédia. Definitivamente não é o meu estilo de livro. A minha amiga que me emprestou e eu devolvi na semana seguinte. Ela me disse que perdeu o medo de parto lendo esse livro. Eu sinceramente, não sei como ela conseguiu isso, mas esse livro não funcionou pra mim.
Recomendaria a uma amiga: NÃO


2) Nascer sorrindo
Birth without violence, Fredrick Leboyer

Esse livro foi escrito originalmente em 1974 por Leboyer, um dos primeiros médicos a considerar os sentimentos do bebê quando vem ao mundo. Ele fala que os recém nascidos também sentem dor e medo na hora do parto e que muitas vezes o parto é a causa de traumas que carregamos durante a nossa vida inteira.
O ponto negativo desse livro, na minha opinião, é que Leboyer é muito radical. Ele acredita que o tipo de parto afeta a personalidade da pessoa. Por exemplo, quem nasceu de um parto induzido tem dificuldade em lidar com pressão externa, quem nasceu de cesariana não toma tanta iniciativa como quem nasceu de parto normal, e uma criança que teve um parto calmo, normalmente é uma criança mais calma. Eu acho que não existe estudo suficiente para afirmar isso, mas a leitura é válida.
Recomendaria a uma amiga: SIM


3) The art of giving birth with Chanting, Breathing and Movement
Tradução: A arte de parir com canto, respiração e movimento, Fredrick Leboyer

Esse livro inclui um CD. A primeira parte é composta por trechos de cartas que Leboyer recebe de suas pacientes usando seus métodos, que na minha opinião é uma perca de tempo ou deveria ser colocado na segunda parte do livro.
Na segunda parte ele ensina algumas técnicas de respiração com som, e uns exercício para fazer junto com o CD. Se esse livro fosse escrito por uma mulher que já teve vários filhos eu daria mais credibilidade, mas um homem me falando a hora e como eu devo respirar na hora de parir NÃO OBRIGADA!
Recomendaria a uma amiga: NÃO


4) Ina May’s guide to childbirth
Tradução: O guia de Parto de Ina May, Ina May Gaskin

Ina May é uma das mulheres mais ativistas contra o sistema de parto hospitalar. Ela critica o mercado do parto no Brasil e nos EUA e dá palestras no mundo inteiro. Se você entende inglês recomendo assistir as palestras dela no youtube e economizar o dinheiro do livro. A primeira parte é um monte de história de parto que ocorre no centro de parto dela chamado de Farm. Depois ela fica criticando os médicos, as rotinas dos hospitais, as induções, os medicamentos, as cesarianas, a depressão pós parto etc. Enfim, basicamente o que sobra é: fique calma, sem medo, dê risada e se movimente na hora do parto. Fale verbalmente qualquer medo que vc tenha e libere as suas inseguranças, pois o psicológico afeta o parto e desacelera as contrações. Ou seja leitura válida, mas nada de novo que já não tenha sido falado nas palestras dela do youtube.
Recomendaria a uma amiga: NÃO


5) Hypnobirthing
https://www.facebook.com/hypnobirthingnobrasil, Marie F. Mongan

Esse livro é o mais essencial de todos para quem não fez curso de parto, Lamaze ou outra técnica. Ele dá muitas dicas de como funciona a nossa psique, fala do medo e como o ele pode travar um parto (assim como nos livros anteriores), mas ela ensina técnicas de relaxamento de maneira concreta. Também inclui um CD. Estou cofiante nas instruções dela para meu parto natural. Uma conhecida que me indicou esse livro, ela teve o bebê há 3 dias (no dia de natal) às 41 semanas e 3 dias, em casa (em Stockholm).
Recomendaria a uma amiga: SIM


6) Quando o corpo consente
Marie Bertherat, Thérese Bertherat e Paule Brung
Baixe-o aqui

Esse livro foi o meu primeiro, achei online e amei. Foi escritos por três mulheres francesas, a grávida, a mãe dela que é terapeuta e a parteira. Falam de uma maneira muito bonita e empoderadora. Cada uma escreve a partir da sua realidade. Criticam também os métodos convencionais. Tem depoimento de parto e tudo. Já que está online vale a pena a leitura.
Recomendaria a uma amiga: SIM

Contagem regressiva

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O TEMPO PASSA VOANDO

Dia 16 de junho de 2014, quando eu estava na semana 8 ou 9 tive a minha primeira consulta com a Marie, a minha enfermeira obstetra. A primeira coisa que ela me perguntou foi o último dia da minha menstruação e disse, “-então vamos ver para quando será esse bebê?” E girou um calendário circular e logo já respondeu: “-Hummm, esse bebê é para 25 de janeiro”.

Na minha cabeça eu pensava: “-meu deus, a sementinha mal se implantou no meu útero e essa mulher já quer saber quando o bebê vai sair daqui de dentro! Vamos com calma Marie!”

YOUTUBE

Naquela época eu mal conseguia assistir a um vídeo de parto. Achava horroroso! Porque alguém colocaria um vídeo seu publicamente no youtube, com os peitões de fora, cara de sofrimento e uma cabecinha cabeluda e gosmenta saindo pela perereca? Minha própria irmã fez isso e eu não entendia porque as mulheres estavam se expondo tanto num momento tão íntimo.

GRAVIDEZ SE TORNANDO REALIDADE

Bom, a minha barriga foi crescendo, fiz a primeira ultra, o bebê foi se tornando mais real, começaram as borbulhas na minha barriga, e eu folheava o livro que a barnmorska me deu: “-É, um dia esse bebê vai ter que sair daqui de um jeito ou de outro”, pensava eu. Mas como?

ESTUDOS

Pesquisei sobre as diferenças de parto, a violência obstétrica no Brasil, conversei com as mulheres daqui, com as mulheres do Brasil, a minha irmã me abria os olhos e me enviava vídeos e links. E li muito!

CONTAGEM REGRESSIVA

Hoje, faltando apenas 5 semanas para a data prevista do meu parto, mais estudada e totalmente agradecida pelas mulheres que postaram sua intimidade no youtube, eu decidi que quero um parto natural, daqueles sem drogas, sem anestesia, apenas com técnicas de relaxamento e respiração. Hoje, eu finalmente completei meu plano de parto.

MÉTODOS DE ANESTESIA

Através da minha leitura e das conversas com as meninas eu percebi que a epidural pode ser tanto a sua melhor amiga quanto a sua pior inimiga durante o parto normal. Eu conheço 5 histórias de parto com epidural na Suécia que deixaram sequelas como: trauma de parto, exaustão, cesariana, episiotomia e sucção do bebê.

O uso do gás também me assusta, pois muita gente fica nauseada, vomita e “fica fora de si” na hora em que eu acredito que requer mais o nosso foco. Todas as pessoas que eu conheço aqui usaram o gás do riso (óxido nitroso) e todas acham que ele ajudou muito. Mas (pode ser que eu pague a língua) eu acho que elas menosprezaram a própria força e capacidade de encarar e se entregar às contrações.

PARTO MEDICADO X PARTO NATURAL

Eu vou colocar aqui dois exemplos, um parto na Suécia, onde a menina se entope de gás, grita muito e ela mesma escreve que perde o controle. O segundo é um exemplo de um parto natural, dolorido, mas a parturiente mantém o controle e a calma o tempo todo:

NEM TUDO É DO JEITO QUE A GENTE QUER

É claro que eu tenho consciência de que nem tudo pode acontecer da forma que eu desejo e que a gente tem que aceitar o parto que a gente receber. Eu sei que Fábio e eu somos marinheiros de primeira viagem, estamos sozinhos aqui, não temos doula, nem sabemos quem será a enfermeira que vai me atender, para ser sincera a gente nunca entrou na sala de parto. Ainda nem vi se meu bebê já está de cabeça para baixo, na posição certa de nascer. Mas a minha parte eu fiz. Li, estudei, treinei, me alimentei bem, fiz muita yoga, pilates e dança do ventre. Ainda quero treinar mais, quero terminar a leitura do Hypnobirthing e testar o CD de relaxamento, por isso bebê amado, não venha antes a da hora.

MEDOS

Eu sempre tive medo de morrer no parto. Acho que esse medo foi passado para mim pela minha mãe, pois ela me contou que não estava preparada para a dor do parto e ela achou que fosse morrer. Acho que no fundo todas as mulheres tem esse medo, mas os medos são ilusões mentais e a gente não pode se entregar.

PAGAR A LÍNGUA
Nessa vida a gente pode escolher viver anestesiada ou sentir tudo! Eu escolho sentir tudo! E, mais uma vez, pode ser que eu pague a minha língua, mas vou arriscar!

Custo de vida na Suécia

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Uma das coisas que as pessoas no Brasil e exterior mais me perguntam é sobre o preço das coisas aqui, quanto a gente ganha e quanto custa para se manter na terra gelada.

A Suécia definitivamente não é um país barato de se viver, as coisas são relativamente mais caras aqui do que no Brasil, mas é tudo é proporcional ao salário do povo.

Basicamente todas as pessoas que trabalham tempo integral tem um salário que dá para pagar todas as contas e ainda sobrar um pouco para viajar ou investir.

Todos os valores que eu coloquei abaixo são de Kalmar. Mas mesmo aqui você encontra valores mais altos ou mais baixos pelos mesmos produtos e serviços. Se você vai para uma cidade maior, os preços serão um pouco mais caros e o salário mais alto e se você vive em uma cidadezinha menor os preços serão um pouco menores. Valores em real referentes ao câmbio de hoje: 26-12-2014.

OBS: kr = coroa sueca e R$ = reais

Exemplo de médias salariais em Kalmar (salário bruto, antes do imposto):

  • Trabalho que não requer estudo (limpeza, caixa de loja, ajudante de idoso): 14.000- 28.000kr (R$4.825-R$9.650)
  • Trabalho na área de IT: 17.000-45.000kr (R$5.859-R$15.509)
    Médico: 28.000-90.000kr (R$9.650-R$31.019)
  • Enfermeiro: 18.000-35.000kr (R$6.203-R$12063)
  • Professor: 19.000-35.000kr (R$6.548-R$12.063)
  • Doutorando: 21.000-26.000kr (R$7.237-R$8.961)
  • Pesquisador: 28.000-37.000kr (R$9.650-R$12.752)
  • Economista: 20.000-46.000kr (R$6.893-R$15.854)

O exemplo a seguir é baseado numa família com renda aproximada a 30.000kr (R$10.339) cada, adultos entre 35-40 anos com até dois filhos pequenos. Tem famílias que ganham 2 vezes menos, outras ganham até 5 vezes mais. Estudante ganha muito menos e gasta menos também.

A lista aqui está dividida em:
- renda básica por pessoa (salário)
- gastos essenciais (moradia, alimentação, saúde e transporte)
- gastos básicos (comer fora, tomar um vinho, sair para dançar)
- gastos extraordinários (coisas ou atividades menos essenciais como massagem, tratamentos de beleza, animais de estimação etc)

Baixe a planilha com o exemplo básico de gastos e renda familiar:

RENDA BÁSICA (família de 4 pesoas)
Adulto 1: 28.000kr (R$9.650 – bruto) 21.400kr (R$7.375 – líquido)
Adulto 2: 33.000kr (R$11.373) (bruto) 24.900kr (R$8.582)(líquido)
Criança 1: 1.050kr (R$361)
Criança 2: 1.050kr (R$361)
Total bruto: 64.100kr (R$22.092)
Total líquido: 48.400Kr (R$16.681)


GASTOS ESSENCIAIS:

Moradia (mensal):
Aluguel 3 quartos e sala (89m2): 8.000kr (R$2.757)
Aluguel 1 quarto e sala (61m2): 4.900kr (R$1.688)
Garagem: 116kr (R$40)
Energia elétrica: 350kr (R$120)

Alimentação (semanal):
Almoço: 450kr (R$155)
Café da manhã, janta e lanche: 150kr (R$51)

Comunicação (mensal):
Internet: 319kr (R$109)
Televisao a cabo: 128kr (R$45)
TV licensa: 173kr (R$60)
Celular (inclusive internet): 150kr (R$51)

Transporte (mensal):
Gasolina: 1000kr (R$350)
Bicicleta: 0kr

Saúde (para quem tem personnummer):
Academia: 299kr-399kr (R$103-R$137)
Consulta médica privada ou pública: 250kr (R$86)
Ginecologista (privado ou público) consulta sobre prevenção de gravidez: grátis
Pré-natal: grátis
Parto no hospital: grátis
Estadia no hospital durante o parto: 100kr (R$35)(acompanhante 150kr) (R$51) por dia
Dentista particular (revisão e limpeza): 850kr (R$293)

Higiene/prevenção de doenças
Cortar o cabelo: 350kr (R$120)
Massagem: 450kr (R$155)
material de limpeza: 150kr mensais (R$51)

Diversos:
Unionen: 372kr (R$128)(mensal – seguro desemprego/união dos trabalhadores)
Seguro de vida: 337Kr (R$116)(bimestral)
Lavar o carro: 370kr (R$130)(às vezes)
Seguro do carro: 5000kr (anual) (R$1723)
Seguro da casa: 1119kr (anual) (R$385)
Vestimenta: mínimo de 300kr mensais por adulto (R$103)
Aposentadoria particular: 500kr (mensais) (R$172)
Fundos de investimentos: 1000kr (mensais) (R$350)

Educação:
Creche: 1200kr (R$413) inclui todas as alimentações
Pré-escola a universidade: grátis
Cursos técnicos/idiomas: 1500kr (R$519) (semestral)
Educação para adultos, Sueco para imigrantes, matemática, etc (komvux): grátis


GASTOS BÁSICOS:
Comer fora a noite: 250kr – 350kr (por pessoa) (R$86-R$120)
Fazer um lanche na rua ou tomar um café fora: 70-150kr (R$24-R$51)
Almoço em restaurante seg a sext: 95kr (R$32)
Meny sanduiche lanchonete Mac Donalds/ Max/Burger King: 60-85kr (R$20-R$30)
Spotify: 99kr (mensal) (R$34)
Cinema: 105kr (R$36)


GASTOS EXTRAORDINÁRIOS:

Animais de estimação:
Seguro saúde (gato): 1208kr (R$416) (ano)
Alimentação gato: 500kr (R$172) mensal
Seguro saúde (cachorro): 1200kr (R$413) (ano)
Alimentação cachorro: 700kr (R$241) (mensal)

Beleza:
Manicure: 200kr (R$68)
Pedicure: 280kr (R$96)
Sombrancelha: 100kr (R$34)
Limpeza de pele: 495kr (R$170)
Depilação Perna inteira + Virília: 495kr (R$170)

Serviços:
Arrumar o pneu de bicicleta: 195kr (R$67)


DICAS:
Se você está vindo do Brasil para cá com um contrato de trabalho, nunca venha por um salário menor que 18.000kr (R$6.203) se vc é estudante (mestrado e doutorado) ou um salário menor que 25.000kr (R$8.616) se vc tem entre 1 a 3 anos de experiência e menos de 28 anos. Aceite um salário acima de 30.000kr (R$10.339) se vc tem mais que 30 anos e vem sozinho e acima de 35.000kr (R$12.063) se você vem com família. Confira quanto ficará o seu salário líquido e o valor do aluguel na cidade em que vai viver.

Brindes para grávidas na Suécia

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Algumas lojas e farmácias aqui na Suécia fornecem um “Baby Box grátis” que é uma caixa com amostras de alguns produtos para a mamãe e o bebê.

Tudo o que a gente tem que fazer é preencher um formulário no site, anotar o código e ir buscar na loja:

https://www.babybox.se/?partner=Hejbaby1

http://babytobe.se/

Além disso a gente pode também se cadastrar no site da Pampers e da Libero que eles enviam fraldas e mais alguns brindes direto para o hospital. Por isso nem preciso levar fraldas para a maternidade.

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Baby box – Apoteks gruppen:
1 gorrinho para o Bebê
1 livro sobre gravidez e recém nascido
2 revistas sobre crição de filhos
1 amostra de óleo de bebê de calêndola
1 remédio de gases para bebê
1 frasco de vitaminas efervercentes
1 frasco de vitaminas em pílulas
Diversos panfletos de desconto

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Baby box – Lloyds Apoteket:
1 frasco pacote de vitaminas
2 amostras de produtos para dores nos mamilos
1 amostra de produto para passar na gengiva do bebê
1 chupeta
1 amostra de produto de lavar roupas
Diversos panfletos de desconto

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Baby box – Babyproffsen:
1 babador da trygghansa
1 fralda Pampers
1 chupeta
1 absorvente de leito de peito para colocar no sutiã
1 amostra de produto de lavar roupas
Diversos panfletos de desconto

Como funciona a licença maternidade na Suécia

MATERNIDADE

1) Qual a duração da licença maternidade na Suécia?
480 dias no total, 60 dias são do pai e os outros 60 da mãe, os restantes 360 dias podem ser divididos entre o pai e a mãe.

2) Quando a mãe pode entrar de licença?
Até 60 dias antes do parto.

3) Você recebe o salário integral?
Não, você consegue receber no máximo 80% do seu salário.

4) Como os dias de licença podem ser usados?
Da maneira como quiser, inclusive os dias podem ser guardados para ir usando aos poucos até a criança completar 8 anos. O pai pode ficar de licença de manhã e a mãe a tarde, por exemplo. Ou o pai pode trabalhar dois dias na semana e a mãe três dias.

5) Como fica o salário?
Exemplo de um salário de 28000 coroas mensais (cerca de 9.500 reais).

28.000 x 12 meses = 336.000 por ano (114.919 reais)
336.000 x 0,97 (índice utilizado aqui) = 325.920 coroas (111.472 reais)
325.920 / 365 dias = 892 coroas (305 reais)
892 x 0,80 = 714,34 coroas por dia (244 reais)

714,34 x 30 = 21.430 coroas por mês (7.329 reais)
714,34 x 20 = 14.280 coroas por mês (4.884 reais)

Ou seja, uma pessoa que recebe 28 mil coroas (9.500 reais) mensais, receberá no máximo 21.430 coroas (7.329 reais) durante um período de 30 dias de licença ou 14.280 coroas (4.884 reais) durante um período de 20 dias.

6) Por que tirar 20 dias e não 30 dias de licença por mês?
O ideal é tentar extender a licença o máximo possível, então muitos pais preferem não ser pagos pelos fins de semana. Ou seja, se um mês tem cerca de 4 semanas com 5 dias úteis, é preferível receber pelos 5 dias úteis pois assim os pais conseguem guardar 8 dias por mês, por exemplo. Mas obviamente se ganha menos dinheiro durante o mês. Então você tem que pesar o que prefere, ficar mais tempo com o filho ou ganhar mais dinheiro.

Quer saber mais sobre a licença maternidade em outros países, clique aqui.

Como requerer a licença:
Todos os procedimentos são feitos via correio, SMS ou através do site do försäkringskassan.

1) Atestado de gravidez:
Aqui na Suécia, a ultrassonografia morfológica é feita entra as semanas 18 e 20. Após essa ultra, o enfermeiro/médico/técnico nos dá um atestado de gravidez contendo as informações da placenta e a possível data do parto.

2) Envio do atestado ao Försäkringskassan
Esse atestado deve ser enviado pelos correios ao Försäkringskassan (que é como se fosse um departamento de seguro desemprego/saúde do governo).

3) Atestado do empregador:
O Försäkringskassan te envia um formulário que deve ser preenchido pelo seu empregador. Nesse formulário o empregador deve atestar quantas horas você trabalha por semana e quanto é o seu salário anual. O empregador também pode preencher esse formulário diretamente online no site do försäkringskassan.

4) Confira os dados divulgados pelo seu empregador
Confira se a carga horária e o salário está corrreto e aprove ou não os dados enviados pelo empregador.

5) Selecione os dias que deseja ficar de licença:
Depois de todas as informações aceitas e inseridas no site, a gente já pode selecionar os dias que você quer receber o dinheiro da licença. A mãe pode pedir para ficar de folga até 60 dias antes da data do parto. Todos os procedimentos podem ser resolvidos online.

Informações Básicas:

Todos os pais na Suécia, biológicos e adotivos, homo ou heterossexuais (vou me referir como pai e mãe nesse texto, apesar das regras valerem para duas pessoas do mesmo sexo também) têm direito por lei de ficar em casa com cada filho até a criança completar um ano e meio, entretanto os pais recebem dinheiro por no máximo 480 dias.

Desses 480 dias pagos o pai deve usar 60 dias e a mãe 60 dias obrigatoriamente, ou seja esses dias não podem ser transferidos do pai para a mãe ou vice e versa. Os restantes 360 dias podem ser divididos entre os pais e usados da forma que quiser. Não é necessário usar um dia inteiro de licença, a gente pode tirar 25%, 50% ou 80%. O pai fica de licença de manhã e a mãe a tarde por exemplo. O pai e a mãe só podem ficar de licença juntos (nos mesmos dias, nas mesmas horas) por um período de 30 dias e apenas durante o primeiro ano da criança.

Não é necessário usar os 480 dias direto. Vc pode ir distribuindo esses dias até que seu filho(a) tenha 8 anos. Se a criança estiver doente e não puder ir à escola, temos também tem direito de ficar em casa cuidando da dela até os 12 anos de idade.

Se o casal tiver um segundo, terceiro filho ou mais, tem também o direito de acumular os dias de licença e ir usando para ficar com cada filho.

Como fica a situação financeira:

Ficar de licença não sai barato! O salário cai bastante e isso implica até mesmo a diminuição da aposentadoria no futuro. Porque aqui a gente não recebe o salário integral durante o período da licença. Para as mães que nunca trabalharam ou contribuiram para o imposto de renda, elas recebem um dinheiro mínimo por mês, que eu não faço idéia de quanto seja, mas é bem pouco.

Não é necessário ter cidadania sueca para receber o benefício. Apenas viver aqui legalmente e pagar os impostos te dá os mesmos direitos (e deveres) dos cidadãos. Cada criança recebe 1050 coroas por mês (cerca de 360 reais) até os 16 anos, como se fosse um bolsa família.

Desses 480 dias de licença, cerca de 360 dias são pagos com no máximo 80% do salário e os últimos 90 dias da licença são conhecidos como nível baixo e a gente recebe no máximo 180 coroas por dia (cerca de 61 reais).

Não é o empregador que paga a sua licença, mas sim o försäkringskassan (o seguro estatal que nos confere a possibilidade de ter uma vida decente, mesmo durante alguma doença, maternidade ou desemprego, graças ao pagamento de nossos impostos).

As mães solteiras ou famílias mais pobres recebem ajuda para pagar a moradia.