Escolas na Suécia: creche (parte II)

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ADAPTAÇÃO
A adaptação na creche ou escolinha como eu já mencionei aqui é chamada de “inskolning”. Na escolinha da Maya, são 14 dias de adaptação e nesse período os pais vão junto com as crianças e ficam lá por uma hora apenas.

REALIDADE
Quarta-feira então fui lá com Maya. Estava muito positiva, pois eu havia gostado bastante da professora e da estrutura fisica da escola. Chegamos lá na hora combinada, tiramos os sapatos e as jaquetas, e entramos. Junto com a gente tinha mais uma família que também estava fazendo a adaptação da filhinha. Lá dentro só havia 2 crianças e a Maya e a Eli (fazendo adaptação) as outras estavam brincando do lado de fora no parquinho.

Sentei no sofá junto com os outros pais e para minha surpresa Maya não se snetiu à vontade. Ficou tímida e grudada na minha perna. A professora mostrou um ou outro brinquedo mas Maya não se entregou assim tão fácil. Ela olhou uma coisa ou outra, mas ficou o tempo todo de olho em mim para ver se eu estava por perto. Ao fim de uma hora ela estava cansada querendo dormir.

MINHA HUMILDE OPINIÃO
As crianças: Eu achei as duas crianças que estavam lá dentro muito tristonhas. Não davam nenhum sorriso e estavam querendo a mãe. Não choravam, mas estávam meio apáticas.


As professoras
: muito paradonas. Não cantavam, nem fizeram nenhuma atividade dirigida. Simplesmente colocavams uns brinquedos perto das crianças e sentavam na frente delas. Não batiam palma, nem faziam barulhos engraçados com a boca. Qualquer pessoa com a minima experiência com criança sabe que bebês de um ano gostam dessas coisas de barulhos etc. E lá era um silêncio total. Nem parecia uma escolinha.

A comida: ofereceram frutas para as crianças no momento em que a gente estava lá. Mas em nenhum momento vi as professoras oferecendo água por exemplo.

O tempo: eu acho que uma hora é bem pouco tempo para se adaptar a um local. Podia ser no mínimo 3 horas.

Enfim, só ficamos lá por uma hora. Fabio fez a adaptação na quinta e na sexta e teve a mesma impressão. Espero verdadeiramente que façam mais coisas durante o dia, porque caso contrário vai ser um tédio ficar lá diariamente. Coitada da minha filha ;-(

Escolas na Suécia: creche (parte I)

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CRECHE NA SUÉCIA
Todas as crianças a partir de um ano têm direito a uma vaga na escolinha (às vezes eu chamo de creche, mas não gosto desse nome) na Suécia. Aqui em Kalmar a creche custa cerca de 1300 coroas mensais, tantos as particulares ou privadas, mas esse preço pode variar para menos de acordo com o salário dos pais e quantidade de filhos.

As creches eram antes chamadas de dagis (pronúncia: “daaguis”). Hoje elas são chamadas de förskola (pré-escola) e são destinadas à crianças de 1 a 6 anos. Os suecos costumam colocar os filhos no dagis quando eles têm cerca de 2 anos, mas varia também devido à necessidade econômica da família, pois como eu já disse antes o salário cai enquanto estamos de licença.

REGRAS
Um coisa interessante aqui é que os pais só podem deixar os filhos na creche quando estiverem no trabalho e não quando estão de folga, fazendo faxina em casa ou no supermercado. Ou seja se a mãe ou o pai não trabalha fora, nem estuda, nem está procurando emprego, o filho não pode ir para creche em tempo integral. Vamos supor que eu tenha um outro filho e esteja de licença novamente, não poderei mandar Maya para escolinha mais de 15 horas por semana.

COMO CONSEGUIR UMA VAGA
Quando Maya tinha aproximadamente 6 meses eu a inscrevi no site da prefeitura escolhi a escolinha mais próxima de casa. Em dezembro recebemos a notícia de que não tinha vaga naquela escola, mas sim numa outra um pouco mais distante (cerca de 1 km mais longe). Aceitamos, mas ela mudará de escola em agosto.

VISITA
O certo é visitar a escola antes de escolher para onde enviar seu filho. Mas não foi o nosso caso. Já tinhamos amigos com filhos nessas escolas e além do mais não temos muita opção aqui perto de casa. Ou seja, primeiro nos escrevemos e fomos visitá-la depois que já estava tudo certo para Maya começar.

Sexta passada fomos conhecer a escola e tivemos nossa primeira reunião com a professora. Eu gostei muito do lugar e da professora logo de cara (coisa rara by the way). Chegamos lá a tarde, umas 15:30, estava sol, mas ainda frio. Não havia nenhuma criança dentro do prédio, apenas algumas brincando no parquinho do lado de fora sob a supervisão de uma professora.

REUNIÃO
A professora nos explicou algumas coisas sobre a adaptação que começará hoje. Perguntou se Maya chupava chupeta ou dedo e se havia algo que eles devessem saber sobre Maya. Eu achei importante dizer que dentro de casa falamos português sempre, por isso não garanto que ela entenda sueco.

Depois dessa curta apresentação, ela nos mostrou o local que por sinal era bem grande e limpo com umas 5 ou 6 salas menores (uma de pintura, outra de dança, uma de legos gigantes, outra com brinquedos que imitam coisas de casa) com paredes de vidro assim é possível ver dentro de uma sala mesmo estando em outra. Maya se sentiu bem à vontade. Mexeu em tudo e não queria ir embora. O período de adaptação é chamado de inskolning e dura 14 dias e começa hoje.

CORAÇÃO DE MÃE
Se tivéssemos mais possibilidade financeira de ficar mais tempo em casa, provavelmente nós só mandaríamos Maya para a escola em tempo integral depois dos 2 anos e meio. Eu já li muita coisa e nenhum estudo científico acredita que a escola é necessária e benéfica antes dos três anos. MAS eu tenho que admitir que minha filha é muito ativa, curiosa e social. Tenho total consciência de que ficar comigo ou com o pai dela o dia todo é chato pra ela. Ela está numa fase de exlorar, repetir palavras e estou com a mente e o coração tranqüilos de que ela realmente está pronta para ir para a escolinha. Hoje veremos se meu coração de mãe está certo.