Batizado na Suécia

Faz um mês que Maya foi batizada. Foi uma cerimônia e uma festa linda!

Eu perticularmente gosto muito da igreja sueca. A cerimônia se parece bastante com a da igreja católica, mas a igreja sueca é mais leve, mais aberta e mais moderna na minha opinião. Além disso eles têm muitos programas legais e eu queria muito que Maya fosse batizada lá.

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Maya estava reluzente no dia. Não chorou, ia com todo mundo e estava, modéstia a parte, muito linda!

Apesar de eu não ser religiosa no sentido literal da palavra, eu sou uma pessoa muito espiritual. Já li diversas filosofias, participei de alguns retiros espirituais e passei boa parte da minha infância ajudando na igreja católica da cidadezinha onde eu nasci quando eu ainda me vestia de anjo e participava da coroação de Nossa Senhora.

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Às vezes eu me afasto do caminho espiritual, às vezes volto com força total porque sempre me aparece algum chamado lá de cima, ou alguma circunstância da vida que me faz voltar ao centro e ver que a vida é um aprendizado e que existem coisas muito maiores e mais sagradas do que o meu próprio umbigo.

Muitas pessoas me questionaram porque eu não deixei a minha filha escolher a religião que ela quiser. Mas como mãe, considero que eu tenho a obrigação de mostrar pelo menos um caminho espiritual. E o batizado é o caminho que eu conheço, porque foi assim comigo. Pode ser que a igreja sueca não supra as necessidades espirituais da minha filha no futuro e que ela venha a buscar outras filosofias, ou mesmo que não se interesse por espiritualidade, mas pelo menos eu fiz a minha parte.

Para agendar o batizado foi bem simples e a festa foi feita no salão da própria igreja de graça. Convidei 4 madrinhas: Minha mãe, minha amiga Maria, minha irmã e a cunhada do Fábio. Cada madrinha ganhou um certificado e Maya ganhou também um comprovante de batismo, uma vela e um livro de músicas. Os padrinhos/madrinhas não precisam estar presentes na cerimônia nem festa.

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Minha alunas dançaram inclusive uma menininha, e eu fiquei muito grata pelo padre e pelo pessoal da igreja permitir a apresentação das meninas lá.

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Minha mãe esteve aqui e me ajudou a fazer as decorações, os muffins e as lembranças. Minha amiga Maria e madrinha da Maya me ajudou a fazer os convites e os cupcakes, minha amiga Sandra foi a fotógrafa e minha Amiga Ana Emília, Maria e minha mãe me ajudaram durante a festa a servir os convidados. E a mãe de uma aluna ajudou a encher os balões. Enfim, o que seria de mim sem os amigos.

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Tudo ficou muito lindo, delicioso e tivemos 45 convidados! Fazer festa dá trabalho, eu estava muito cansada, mas valeu a pena.

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Auto descoberta

TierraVida

Finalmente em 2011 eu estava colhendo os frutos do meu trabalho. Eu tinha estudado e trabalhado sem férias desde 2008 com único objetivo em mente: ser independente. Durante esses três anos eu aprendi sueco, fiz uma faculdade de programação e consegui um emprego. Foram três anos de muito foco, estudo e renúncia. Renunciei a minha dança, os meus amigos e até o meu relacionamento.

Mas em 2011 minha vida deu uma guinada de 360 graus e eu estava finalmente recebendo a minha recompensa. Mas dentro de mim alguma coisa faltava. Estava chegando a hora de eu me libertar dos meus pré-conceitos, do meu passado, dos meus rancores, mas eu não sabia como fazer isso. Ao longo dos anos eu fiz diversos tipos de terapia que me ajudaram superficialmente, mas minha alma queria mais.

Naquela época eu escrevia as minhas angústias no google e procurava respostas e experiências de outras pessoas para tentar descobrir o que era aquilo que eu estava sentindo, já que eu nunca fui diagnosticada com depressão nem ansiedade.

Nessa busca eu fui convencida de que eu estava ouvindo o chamado de Madre Ayahausca. Pesquisei diversos retiros e encontrei o Tierra Vida Healing Center em Pucallpa, um retiro dirigido por um casal de americanos que oferece cerimônias com Ayahuasca lideradas por Xamãs shipibos. Peguei todo o dinheiro que tinha conseguido juntar na minha vida e lá fui eu para a Amazônia peruana por uma semana em buscas de repostas e cura para o meu passado.

Éramos 12 pessoas viajando solitárias. Chegamos de diversos lugares do mundo: Índia, Canadá, Austrália, Alemanha, Estados Unidos e eu (Brasil/Suécia). Todos nós estávamos em busca da nossa descoberta interior e da cura para os nossos pesares.

Essa foi sem dúvida uma experiência muito mais profunda do que eu esperava. Madre ayahausca me ajudou muito. Me fez ver o meu passado e eu meu futuro. Me deu a limpeza que eu tanto necessitava. Desde que eu voltei, tive que enfrentar outros desafios ainda mais difíceis. Muita coisa mudou, mas na época eu recebi a ajuda e a energia que eu precisava para seguir a minha vida.

Este é um documentário sobre o Tierra Vida com legendas em português: