Leitura para grávidas

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1) O que esperar quando se está esperando
What to expect, when you are expecting. Heidi Murkoff

Fique longe desse livro se você quer ter um parto natural. Essa mulher fala só de doenças. É escrito sem sensibilidade, quase como se fosse um glossário ou uma enciclopédia. Definitivamente não é o meu estilo de livro. A minha amiga que me emprestou e eu devolvi na semana seguinte. Ela me disse que perdeu o medo de parto lendo esse livro. Eu sinceramente, não sei como ela conseguiu isso, mas esse livro não funcionou pra mim.
Recomendaria a uma amiga: NÃO


2) Nascer sorrindo
Birth without violence, Fredrick Leboyer

Esse livro foi escrito originalmente em 1974 por Leboyer, um dos primeiros médicos a considerar os sentimentos do bebê quando vem ao mundo. Ele fala que os recém nascidos também sentem dor e medo na hora do parto e que muitas vezes o parto é a causa de traumas que carregamos durante a nossa vida inteira.
O ponto negativo desse livro, na minha opinião, é que Leboyer é muito radical. Ele acredita que o tipo de parto afeta a personalidade da pessoa. Por exemplo, quem nasceu de um parto induzido tem dificuldade em lidar com pressão externa, quem nasceu de cesariana não toma tanta iniciativa como quem nasceu de parto normal, e uma criança que teve um parto calmo, normalmente é uma criança mais calma. Eu acho que não existe estudo suficiente para afirmar isso, mas a leitura é válida.
Recomendaria a uma amiga: SIM


3) The art of giving birth with Chanting, Breathing and Movement
Tradução: A arte de parir com canto, respiração e movimento, Fredrick Leboyer

Esse livro inclui um CD. A primeira parte é composta por trechos de cartas que Leboyer recebe de suas pacientes usando seus métodos, que na minha opinião é uma perca de tempo ou deveria ser colocado na segunda parte do livro.
Na segunda parte ele ensina algumas técnicas de respiração com som, e uns exercício para fazer junto com o CD. Se esse livro fosse escrito por uma mulher que já teve vários filhos eu daria mais credibilidade, mas um homem me falando a hora e como eu devo respirar na hora de parir NÃO OBRIGADA!
Recomendaria a uma amiga: NÃO


4) Ina May’s guide to childbirth
Tradução: O guia de Parto de Ina May, Ina May Gaskin

Ina May é uma das mulheres mais ativistas contra o sistema de parto hospitalar. Ela critica o mercado do parto no Brasil e nos EUA e dá palestras no mundo inteiro. Se você entende inglês recomendo assistir as palestras dela no youtube e economizar o dinheiro do livro. A primeira parte é um monte de história de parto que ocorre no centro de parto dela chamado de Farm. Depois ela fica criticando os médicos, as rotinas dos hospitais, as induções, os medicamentos, as cesarianas, a depressão pós parto etc. Enfim, basicamente o que sobra é: fique calma, sem medo, dê risada e se movimente na hora do parto. Fale verbalmente qualquer medo que vc tenha e libere as suas inseguranças, pois o psicológico afeta o parto e desacelera as contrações. Ou seja leitura válida, mas nada de novo que já não tenha sido falado nas palestras dela do youtube.
Recomendaria a uma amiga: NÃO


5) Hypnobirthing
https://www.facebook.com/hypnobirthingnobrasil, Marie F. Mongan

Esse livro é o mais essencial de todos para quem não fez curso de parto, Lamaze ou outra técnica. Ele dá muitas dicas de como funciona a nossa psique, fala do medo e como o ele pode travar um parto (assim como nos livros anteriores), mas ela ensina técnicas de relaxamento de maneira concreta. Também inclui um CD. Estou cofiante nas instruções dela para meu parto natural. Uma conhecida que me indicou esse livro, ela teve o bebê há 3 dias (no dia de natal) às 41 semanas e 3 dias, em casa (em Stockholm).
Recomendaria a uma amiga: SIM


6) Quando o corpo consente
Marie Bertherat, Thérese Bertherat e Paule Brung
Baixe-o aqui

Esse livro foi o meu primeiro, achei online e amei. Foi escritos por três mulheres francesas, a grávida, a mãe dela que é terapeuta e a parteira. Falam de uma maneira muito bonita e empoderadora. Cada uma escreve a partir da sua realidade. Criticam também os métodos convencionais. Tem depoimento de parto e tudo. Já que está online vale a pena a leitura.
Recomendaria a uma amiga: SIM

Como funciona a licença maternidade na Suécia

MATERNIDADE

1) Qual a duração da licença maternidade na Suécia?
480 dias no total, 60 dias são do pai e os outros 60 da mãe, os restantes 360 dias podem ser divididos entre o pai e a mãe.

2) Quando a mãe pode entrar de licença?
Até 60 dias antes do parto.

3) Você recebe o salário integral?
Não, você consegue receber no máximo 80% do seu salário.

4) Como os dias de licença podem ser usados?
Da maneira como quiser, inclusive os dias podem ser guardados para ir usando aos poucos até a criança completar 8 anos. O pai pode ficar de licença de manhã e a mãe a tarde, por exemplo. Ou o pai pode trabalhar dois dias na semana e a mãe três dias.

5) Como fica o salário?
Exemplo de um salário de 28000 coroas mensais (cerca de 9.500 reais).

28.000 x 12 meses = 336.000 por ano (114.919 reais)
336.000 x 0,97 (índice utilizado aqui) = 325.920 coroas (111.472 reais)
325.920 / 365 dias = 892 coroas (305 reais)
892 x 0,80 = 714,34 coroas por dia (244 reais)

714,34 x 30 = 21.430 coroas por mês (7.329 reais)
714,34 x 20 = 14.280 coroas por mês (4.884 reais)

Ou seja, uma pessoa que recebe 28 mil coroas (9.500 reais) mensais, receberá no máximo 21.430 coroas (7.329 reais) durante um período de 30 dias de licença ou 14.280 coroas (4.884 reais) durante um período de 20 dias.

6) Por que tirar 20 dias e não 30 dias de licença por mês?
O ideal é tentar extender a licença o máximo possível, então muitos pais preferem não ser pagos pelos fins de semana. Ou seja, se um mês tem cerca de 4 semanas com 5 dias úteis, é preferível receber pelos 5 dias úteis pois assim os pais conseguem guardar 8 dias por mês, por exemplo. Mas obviamente se ganha menos dinheiro durante o mês. Então você tem que pesar o que prefere, ficar mais tempo com o filho ou ganhar mais dinheiro.

Quer saber mais sobre a licença maternidade em outros países, clique aqui.

Como requerer a licença:
Todos os procedimentos são feitos via correio, SMS ou através do site do försäkringskassan.

1) Atestado de gravidez:
Aqui na Suécia, a ultrassonografia morfológica é feita entra as semanas 18 e 20. Após essa ultra, o enfermeiro/médico/técnico nos dá um atestado de gravidez contendo as informações da placenta e a possível data do parto.

2) Envio do atestado ao Försäkringskassan
Esse atestado deve ser enviado pelos correios ao Försäkringskassan (que é como se fosse um departamento de seguro desemprego/saúde do governo).

3) Atestado do empregador:
O Försäkringskassan te envia um formulário que deve ser preenchido pelo seu empregador. Nesse formulário o empregador deve atestar quantas horas você trabalha por semana e quanto é o seu salário anual. O empregador também pode preencher esse formulário diretamente online no site do försäkringskassan.

4) Confira os dados divulgados pelo seu empregador
Confira se a carga horária e o salário está corrreto e aprove ou não os dados enviados pelo empregador.

5) Selecione os dias que deseja ficar de licença:
Depois de todas as informações aceitas e inseridas no site, a gente já pode selecionar os dias que você quer receber o dinheiro da licença. A mãe pode pedir para ficar de folga até 60 dias antes da data do parto. Todos os procedimentos podem ser resolvidos online.

Informações Básicas:

Todos os pais na Suécia, biológicos e adotivos, homo ou heterossexuais (vou me referir como pai e mãe nesse texto, apesar das regras valerem para duas pessoas do mesmo sexo também) têm direito por lei de ficar em casa com cada filho até a criança completar um ano e meio, entretanto os pais recebem dinheiro por no máximo 480 dias.

Desses 480 dias pagos o pai deve usar 60 dias e a mãe 60 dias obrigatoriamente, ou seja esses dias não podem ser transferidos do pai para a mãe ou vice e versa. Os restantes 360 dias podem ser divididos entre os pais e usados da forma que quiser. Não é necessário usar um dia inteiro de licença, a gente pode tirar 25%, 50% ou 80%. O pai fica de licença de manhã e a mãe a tarde por exemplo. O pai e a mãe só podem ficar de licença juntos (nos mesmos dias, nas mesmas horas) por um período de 30 dias e apenas durante o primeiro ano da criança.

Não é necessário usar os 480 dias direto. Vc pode ir distribuindo esses dias até que seu filho(a) tenha 8 anos. Se a criança estiver doente e não puder ir à escola, temos também tem direito de ficar em casa cuidando da dela até os 12 anos de idade.

Se o casal tiver um segundo, terceiro filho ou mais, tem também o direito de acumular os dias de licença e ir usando para ficar com cada filho.

Como fica a situação financeira:

Ficar de licença não sai barato! O salário cai bastante e isso implica até mesmo a diminuição da aposentadoria no futuro. Porque aqui a gente não recebe o salário integral durante o período da licença. Para as mães que nunca trabalharam ou contribuiram para o imposto de renda, elas recebem um dinheiro mínimo por mês, que eu não faço idéia de quanto seja, mas é bem pouco.

Não é necessário ter cidadania sueca para receber o benefício. Apenas viver aqui legalmente e pagar os impostos te dá os mesmos direitos (e deveres) dos cidadãos. Cada criança recebe 1050 coroas por mês (cerca de 360 reais) até os 16 anos, como se fosse um bolsa família.

Desses 480 dias de licença, cerca de 360 dias são pagos com no máximo 80% do salário e os últimos 90 dias da licença são conhecidos como nível baixo e a gente recebe no máximo 180 coroas por dia (cerca de 61 reais).

Não é o empregador que paga a sua licença, mas sim o försäkringskassan (o seguro estatal que nos confere a possibilidade de ter uma vida decente, mesmo durante alguma doença, maternidade ou desemprego, graças ao pagamento de nossos impostos).

As mães solteiras ou famílias mais pobres recebem ajuda para pagar a moradia.

Chá de bebê na Suécia

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Estou no finalzinho do segundo trimestre. 27a semana já. Sei que ainda está cedo para o chá de bebê, mas quis aproveitar que minha mãe está ainda de visita aqui para fazer logo. Fábio está viajando, mas eu tive que escolher entre ele ou minha mãe para estar presente na festa.

Foi tudo simples e pouca gente, pois chamei apenas os mais próximos. Minha mãe passou a semana inteira fazendo bolo e guirlanda de fraldas e lembrancinhas de toalha em forma de bala. Se ela não tivesse aqui eu provavelmente não teria feito nada, pois quando eu tenho tempo de sobra, quero mais é descansar, ler e dormir.

Seguiria no estilo sueco de ser: sem chá de bebê, sem enxoval antes do bebê nascer, tudo apenas agendado e reservado para depois do parto! Sem desperdícios ou exageiros, apenas o suficiente! Ou como os suecos dizem: Lagom

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Dia 30 de novembro eu encerro temporariamente as atividades com a dança por tempo ainda indeterminado. Tudo tem ido muito tranquilo, apesar de como eu disse antes, tenho trabalhado demais e gostaria realmente de ter dminuído o ritmo, mas não deu.

A única coisa que me deixa com a pulga atrás da orelha em relação a essa gravidez é que eu acho que meu bebê mexe muito pouco. Não em quantidade, mas mais especificamente em força. Eu não sinto os chutes na costela, nem acordo de noite com o bebê se mexendo, nem nunca vi o pé se esticando atraves da pele da barriga. Isso me preocupa, porque o bebê seria assim tão calmo? Será que tem algum problema nas pernas? Será que tem algum problema neuromotor? Eu rezo para que tudo esteja normal. Nenhum exame mostrou nenhuma anormalidade, então vou ter que continuar com essa preocupação assim provavelmente até o fim da gravidez. Queria saber se toda grávida é neurótica assim como eu!

Pré-natal na Suécia 25 semanas

Outono

Parece que foi ontem que eu descobri que estava grávida! Os dias passam tão rápido, são tantas coisas pra fazer que mal tenho tempo de refletir em todas as mudanças que estão acontecendo na minha vida.

Hoje finalmente voltei à barnmorska (enfermeira obstetra), depois de três meses sem encontrá-la.

16-jun-14: Minha primeira visita do pré-natal.

01-jul-14: Segunda visita, exame de sangue e urina, pesagem.

16-jul-14: Ultrassom (TN) ou KUB-test em sueco (no hospital)

09-set-14: Ultrassom morfológico (no hospital)

17-okt-14: Barnmorska, exame de sangue, medição da barriga e ouvir o coração do bebê (hoje!)

Eu tenho me sentido basicamente muito bem, todos os exames deram bons resultados agora é só melhorar minha paciência, que parece ter diminuído nos ultimos meses. Gostaria de estar trabalhando menos, continuo dando aula de dança e às quinta-feiras trabalho cerca de 12 horas e na sexta 9 horas. Quando chega sábado estou exausta!

Começamos a decorar o quartinho do bebê. Ele já tem berço, trocador e baú de brinquedo (sem brinquedos ainda).

Segundo trimestre e planejamento de parto

Durante o primeiro trimestre, a parte mais delicada da gravidez onde os órgãos e membros do bebê estão se formando, tudo que a grávida mais pensa é que essa fase passe logo, para poder contar para os amigos, para a família e no trabalho. A gravidez ainda é quase que irreal, pois não sentimos que temos um bebê na barriga e também o corpo não mudou tanto.

No segundo trimestre, já nos sentimos melhor, menos enjôo, menos dores de cabeça, mais fome, mais disposição. O corpo muda, o bebê mexe e a gravidez já é uma realidade. É uma ótima fase para viajar, fazer compras (pois as roupas antigas já não cabem) e preparar as coisinhas do bebê. Nessa fase já fizemos pelo menos um ultrassom e temos uma certa noção de como o bebê está se desenvolvendo. Apesar de ainda faltarem 4-5 meses para o parto, é essa a hora ideal de começarmos a nos informar sobre o parto e a nos planejar. E informação é o que não falta hoje em dia! Ao contrário da época da minha mãe, onde todas as informações que ela teve vinham de forma oral, da mãe dela e dos vizinhos. Minha mãe diz que o único livro que ela comprou foi o famoso livro dos anos 70 e 80: Meu bebê. E que quando ela sentiu aquelas dores das contrações ela achou que fosse morrer.

Mas hoje em dia tudo mudou. Temos informações em excesso. A gente sabe dos tipos de parto, das vantagens e desvantagens de cada um, e o mais importante acho que a humanidade vem descobrindo uma outra forma de nascer e das consequências de um bom parto na vida de um ser humano. Eu fico um pouco surpresa às vezes, quando fico sabendo de algumas escolhas das minhas colegas e alguns familiares no Brasil, já que são pessoas informadas, de classe média e com alto nível de educação. Mas cada um tem o parto que merece! Cada um se prepara para o tipo de parto que vai conseguir ter.

Aqui na Suécia, como eu já disse antes, o parto padrão é o normal, onde a mulher vai para o hospital quando já estiver com contrações regulares e chegando lá quem estiver de plantão é que irá atendê-la. Caso algo dê errado, ou a mulher tenha algum problema, aí então chamam o médico e fazem uma cesária.

Mas apesar de toda essa “normalidade” do parto na Suécia, acredito que as mulheres daqui também não conhecem todo o seu poder feminino-animal para terem um parto mais natural ainda. Vi alguns vídeos no youtube e achei que elas usam muito a epidural e aquele gaz que tira a mulher da “realidade” por alguns segundos.

Eu tenho lido muitas coisas sobre o parto, e já que eu trabalho há tempos com o corpo feminino, espero realmente, que essa minha consciência corporal me ajude a ter um parto 100% consicente, prazeroso e porque não, orgásmico.

Eu separei uma série de vídeos informativos e motivadores para nós mulheres do século 21, entre tantos outros vídeos, encontrei essa brasileira que vive na Australia com uma forma muito bonita de pensar e que bate muito com a forma que eu vejo a gestação e o parto.

E a maior surpresa foi ter encontrado esse vídeo: “Parto orgásmico, o segredo mais bem guardado”. Uau! Que ótimo ter encontrado algo assim, isso muda tudo, toda a forma que a gente via o parto, toda a forma que a gente via a mulher e o papel da sexualidade no ser humano.

Enfim meninas! Era isso! Boa gravidez e orgasmo no parto! Beijão!

Babymoon e 22 semanas

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O verão passou e aqui estou eu de volta às minhas atividades.

Mais um ano sem as férias longas que eu tanto sonho em ter. Foram duas semanas de “folga”, uma em que viajei e a outra em que continuei organizando o evento de dança do ventre.

Na semana 17 da minha gravidez fizemos o Babymoon: que é um termo que descreve a última viagem do casal antes do primeiro filho nascer. Quase como uma lua de mel, só que durante a gravidez.

Fomos à ilha de Mallorca na Espanha e ficamos numa praia chamada Alcúdia. Uma semana de mar, massagem, piscina, almoço, jantar, passeio no centrinho, enfim uma semana no paraíso!

Logo depois que eu voltei, tive mais uma semana de férias onde eu praticamente trabalhei na preparação do evento de dança do ventre que eu estava organizando. Preparei tudo para receber uma artista brasileira aqui em casa. Muito trabalho, mas tudo deu certo no final. Um dia eu escrevo um texo focado nessa outra parte da minha vida: a dança e minhas loucuras!

Pois bem, no dia 9 de setembro fiz mais um ultrassom, e tudo parece estar sob controle, segundo o enfermeiro que nos atendeu. Hoje estou na semana 21 + 3 dias. Aqui dizemos 22 semanas incompletas.

Faz mais de 10 semanas que eu não faço controle algum, nem de sangue, de pressão nem nada. Mas estou me sentindo ótima e me alimentando bem. Volto a reencontrar minha barnmorska (a mulher que me acompanha durante o pré-natal) na semana 25.

Venho sentindo o bebê mexer desde a semana 18. Está ficando cada vez mais forte, mas as mexidas ainda são bem delicadas, nada que machuque ou me incomode. Continuo dando aula de dança e trabalhando normalmente, apesar da minha preguiça crônica :-) mas eu gostaria de ter mais tempo para focar na minha gravidez e em mim.

Hoje, aproveitando o sábado, começaremos a jogar um monte de coisas velhas fora, a doar móveis antigos para abrir espaço para o bebezinho que chegará em janeiro!

Anúncio de gravidez

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Estamos finalmente no fim da semana 13(12+5). Meu humor e a minha energia começaram a melhorar logo no final da 10a semana e eu voltei a me exercitar e a ficar mais animada. Fizemos o ultrassom e é muito legal saber que realmente tem uma vida dentro da gente. Fábio e eu ficamos bobos com as imagens.

Fizemos o KUB-test (que é um exame baseado na ultrassom e exame de sangue para saber a probabilidade do bebê nascer com uma trissomia cromossômica (do 13, 18 ou 21). A mais conhecida dessas trissomias é a do 21 – síndrome de down. No Brasil esse exame é conhecido como TN (Translucencia Nucal) onde eles medem o tamanho da espessura de um líquido na nuca do bebê. Aqui não é só o resultado dessa medição que determina a probabilidade, mas a combinação dessa medição com os níveis hormonais da mãe.

Lembrando que esse exame não é definitivo. Caso a probabilidade seja grande, a mãe é aconselhada a fazer amniocintesis para se obter o resultado definitivo. Enfim, é um assunto delicado e muitas pessoas preferem não fazer, já que eticamente não temos o direito de escolher quem virá ao mundo ou não. É aquela história, ou você quer ser mãe ou não. Nunca existe uma garantia que nosso filho vai nascer 100% normal (até porque de perto ninguém é normal). Temos que acreditar nas escolhas do universo!

Mas enfim, a partir dessa semana os riscos de aborto diminuem e é nessa fase mais ou menos que as pessoas aqui começam a espalhar a notícia. Por isso resolvemos contar aos nossos amigos e familiares que ainda não sabiam através do Facebook já que a maioria mora no Brasil e ainda temos um monte deles espalhados pelo mundo. Ou seja, a internet é a melhor maneira de espalhar qualquer notícia!

Eu comecei a pesquisar como as pessoas anunciam a grande notícia para os seus amigos e acabei encontrando muita idéia legal.

Esses da foto são Boris (golden retriever) e Astro (britânico de pêlo longo) esses são nossos filhos mais velhos.

Publicamos ontem a noite a nossa foto-anúncio e a maioria das pessoas ficaram mais surpresas do que a minha mãe! Como eu disse o povo já tinha desencanado que Fabio e eu um dia teria filhos!