Reflexões sobre o meu parto

Meu parto foi induzido com citotec-prostaglandin, na semana 42+0 de gestação, terminando em cesárea no dia seguinte. Foram mais de 24 horas em trabalho de parto. Minhas contrações começaram bem fracas de 10 em 10 minutos às 2 da manhã do dia 11/02/15. Cheguei no hospital às 9:20 para uma série de exames e depois do meio-dia a médica decidiu (infelizmente sob o meu concentimento) que o melhor seria induzir o parto. Minha filha nasceu dia 12/02/15 às 11:16.

Aceitar uma indução ou não
Após os exames, a médica insistiu que deveríamos começar a indução imediatamente. Eu estava me sentindo cansada, pois não tinha dormido direito a noite devido às contrações e estava com muita fome, pois já estava lá no hospital há mais de 3 horas. Perguntei se poderia ir em casa, descansar um pouco, comer e voltar. Ela falou um monte de blá blá blá e eu acabei ficando no hospital, enquanto Fábio foi buscar minhas coisas.

Meu maior erro foi ter aceitado ficar no hospital. E maior ainda foi o erro da médica que não levou em consideração meu cansaço nem minha fome. Talvez ela não tenha me “forçado” a ficar no hospital, no sentido literal da palavra, mas ela usou sim seu poder de “doutora” para me convencer (e isso quero dizer me assustar) a ficar internada lá direto. Com a desculpa de que todo mundo agora está induzindo o parto a partir de 42+0, que era o mais seguro etc e tal. Mas da maneira que eu vejo, eu fui encarcerada e não tive escolha. Se eu voltasse no tempo, seria muito mais firme e falaria, vai ter que me esperar, eu volto mais tarde e ponto final.

E se algo der errado?
Essa moda de induzir parto com citotec é agressivo e tóxico para o bebê. Sabe lá o que rola nessas indústrias farmacêuticas, mas não existe uma única pesquisa que afirme que o citotec não faz mal ao bebê. A partir do momento que você toma aquilo, você e seu bebê serão monitorados com todos aqueles fios o que irá reduzir sua liberdade de movimento, além do bebê sofrer grande stress. As chances de cesárea aumentam e também a necessidade de usar aquele sugador de bebê na hora do expulsivo. Existem muitos partos positivos, inclusive o primeiro bebê da minha irmã nasceu de parto normal induzido, em apenas 8 horas, mas são a minoria. Eu estava no forum do baby center com outras quatro mães, todas com mais de 41 semanas, parto induzido, terminado em cesárea.
http://www.midwiferytoday.com/articles/midwivescytotec.asp

Como minha bebê não deu sinal antes da semana 42+0 eu estava num beco sem saída. Eu tinha que pensar na segurança dela, e como marinheira de primeira viagem eu estava insegura e claro se acontecesse alguma fatalidade pelo menos eu teria alguém para “culpar”, se eu não fizesse o que eles queriam eu teria que arcar com as consequências sozinha. E é aí que o bicho pega. É nesse ponto que todo mundo vai pela opinião dos médicos, para ter alguém para culpar, se algo der errado.

Eu não estou aqui para levantar bandeira para o parto normal, nem para informar qual o parto que é melhor para as mulheres ou para os bebês, nem para falar que quem faz cesárea é “menas mãe” mas o que eu quero reclamar aqui é o direito das mulheres de serem ouvidas e respeitadas durante o pré-natal e o parto. É a mulher quem sente as dores, é a mulher que sabe que algo está errado. Também existem mulheres que querem que digam o que é para fazer, que a opinião do médico é a mais importante, e elas estão também no seu direito.

Parir dói, a gente fica vulnerável, a gente precisa de alguém do nosso lado que nos conheça e nos entenda. Eu tive a sorte de ter o Fábio do meu lado o tempo todo e não sei o que seria de mim se ele não tivesse lá. Eu gostaria de ter tido uma equipe de parto que lesse as mesmas coisa que eu leio, que estivesse na mesma sintonia de pensamento. Mas eu não tive. Para mim ficou muito claro que hospital não é lugar de parir. Médicos só complicam, não respeitam o corpo feminino e te tratam como mais um número nas estatísticas.

Eu ainda acho que o Brasil está melhor que a Suécia, porque no Brasil as grávidas ainda tem opção: parto humanizado, casa de parto, cesárea, enfim, tem partos para todos os gostos. É só escolher. Aqui nas cidades grandes ainda tem mais alguma possibilidade, mas em Kalmar a gente tem o sistema público e ponto.

Se fossem os homens que parissem eu tenho certeza que as coisas seriam muito diferentes. Parir seria sinal de força, de respeito, de virilidade. Mas como parir é coisa de mulher, o que acontece? A sociedade conseguiu convencer a todos que as mulheres de hoje são muito fracas coitadas, não conseguem parir o próprio filho. Para parir é necessário ter coragem, ter preparo físico etc. O médico é quem deve decidir o melhor procedimento para o parto. E por aí vai. As próprias mulheres perderam a fé nelas mesmas. E a sociedade vai continuar se degenerando enquanto as mulheres não resgatarem o seu poder. Enquanto as mães fantasiarem suas filhas de princesas e seu filhos de super heróis, a sociedade vai continuar sendo machista, massacrando e desrespeitando as mulheres e super valorizando os homens.

Resumindo
Meu parto não foi nada do jeito que eu quis. Eu sofri, minha filha sofreu, não tive a privacidade que eu desejei, nem direito de escolha. Meu plano de parto foi ignorado e no final as pessoas não entendem porque eu estou tão irritada, pois afinal deu tudo certo, mãe e filha estão vivas, além disso existem casos muito piores do que o meu. Eu deveria estar sorrindo e abraçando todas as enfermeiras e não berrando de cara feia pelos cantos do hospital. Será mesmo?

https://bibliografiadadoula.wordpress.com/2013/02/27/um-bebe-saudavel-nao-e-o-bastante/

http://bestofbabylady.com/lied-matters-birth/

Relato de parto na Suécia – parte 2

Kalmar-sjukhus

Depois do quarto Citotec, por volta das 19:15 as contrações aumentaram muito. Ficaram mais longas, frequentes e mais doloridas. Uma cólica aguda, me dava vontade de fazer xixi e cocô ao mesmo tempo. Fui ao banheiro diversas vezes. Eu já não conseguia falar quando vinha uma. Respirava fundo e mantinha a concentração. Estava um pouco chateada. Não era meu corpo trabalhando e sim aquela m***da de Citotec que tomou o controle do meu útero. Me amarraram na máquina de CTG e tudo estava normal.

Pensei em muita coisa depois da dose 4. De como seria bom se meu corpo tivesse começado a dilatar antes (por um dia) e eu pudesse estar em casa, deixando tudo correr naturalmente, aos poucos, sem um monte de gente envolvida, sem ter que ficar respondendo coisas o tempo todo, rindo forçado e sendo educada quando eu gostaria mais de me concentrar e respirar. Pensei nas histórias que eu li durante a gravidez. Pensei que logo tudo estaria acabado e teria meu bebê em minhas mãos. Pensei na Sheela-na-gig e o que realmente ela significa. Pensei no SUS, nas mulheres que são amarradas nas mesas de parto, sozinhas, sem a presença de ninguém no momento em que a mulher está mais vulnerável na vida. Pensei nas mulheres que marcam a cesárea antes do tempo do bebê querer vir. Pensei e senti muito. Senti tudo. Pensei que ironicamente, eu que tinha conhecimento, estudo e ainda assim não consegui combater o sistema, ele passou por cima de mim, de mais uma, eu não era mais uma pessoa e sim parte das estatísticas… O que eu podia fazer? Sempre vem um e diz: “é para segurança do seu bebê” e você vai fazer o que? Vai lá e faz, mesmo que seu corpo diga: pára, não deixa essas malucas fazerem isso contigo!

Às 22:00 houve troca de turno e as enfermeiras que estavam tomando conta de mim foram embora e vieram outras. Very bad energy! De cara eu detestei! Queria as outras meninas de volta. Fábio saiu para ir passear com Boris. Dilatação 1,5cm.

Às 23:15 meu corpo estava reagindo pensei eu. Não preciso mais desse Citotec. Pra mim chega! A médica disse que meu corpo iria reagir e depois eles deixariam as contrações naturais. Veio a enfermeira feia com a sexta dose de Citotec e eu disse; “não quero, não vou tomar mais. As contrações estão muito fortes já, meu corpo vai abrir sozinho, não precisa mais dessa po**a!”, e ela respondeu: “Tá bom, vou falar com a médica” e a médica respondeu que essa seria provavelmente a última dose. “OK, só mais uma, vamos lá corpo, aguenta firme, bebê isso logo vai estar terminado!”

Preciso comer, estou com frio, cansada, com fome. Pelo amor de deus me dá alguma coisa pra comer. A droga da descarga do banheiro não tá descendo o papel. Tudo me irrita! O ar a minha volta me irrita, estou à flor da pele. Queria poder esganar um. Imagina as manchetes dos jornais de Kalmar: Brasileira ataca e esgana enfermeira durante o trabalho de parto! Quem me dera! Meu corpo chacoalhava, tremia de frio e de medo da perda do controle. Contrações uma atrás da outra, quase sem pausa. Algumas eram fracas, outras fortes, mais vontade de fazer cocô. Fábio não quis deixar eu ir ao banheiro sozinha quando as contrações pioraram, então ele ia comigo coitado. Uma puta diarréia, sinto como se fosse uma menstruação, olho para baixo e grito: MEU TAMPÃO! Fábio, meu tampão tá saindo, ele existe mesmo não é lenda. Enorme. Que bom que eu vi ele! Agora devo estar no mínimo 3 cm dilatada. Apesar das circunstâncias me animei!

Às 00:30 sou amarrada novamente na máquina de CTG. Alguma coisa está errada! Não conseguem registrar o coração do bebê. Discutem daqui e dali, precisam colocar um eletrodo na cabeça do bebê e para isso precisam estourar a bolsa. “MAS QUE MERDA É ESSA” penso eu. Essa retardada dessa enfermeira não sabe colocar o eletrodo direito na barriga. Puta que pariu NÃOOOOOOOO. Procura o coração do bebê direito. Olha Michelle, nós temos que monitorar não está dando sem o eletrodo. Fazer o que numa situação dessas? Tive que concordar.

Às 01:45 colocam o eletrodo na cabeça do bebê, a informação que eu tenho é que não se vê líquido amniótico. Os batimentos cardíacos do bebê diminuiram muito. PÁRA TUDO! Párem as contrações! Uma dose de Bricanyl às 2:00 da manhã e mais outra às 2:23. Ahhhhhh que alívio, as contrações dminuiram, o coração do bebê se recuperou.

De repente tudo se transforma em um parto de alto risco! Os médicos começam a discutir sobre uma eventual cesárea. Não posso mais comer nem beber, apesar de extremamente faminta. Cateter na uretra, cateter na vagina. As contrações voltam muito intensas. Me dão paracetamol na veia.

Fico deitada de lado, na mesma posição das 3:00 as 6:00 da manhã, entubada de todos os lados. Não posso levantar. Por volta das 5:00 da manhã as contrações mudam, pelo que eu li me parece como as contrações expulsivo junto com uma vontade incontrolável de fazer força, quas ecomo a força do cocô. Fico desesperada, e peço ajuda pro Fábio, por favor chama alguém para ver se eu estou com abertura. Parece que o corpo está começando a expulsar o bebê. Enquanto vinha toda aquela intensidade, meu utero se contraindo e fazendo força para baixo, eu tentava me controlar o máximo possível para não fazer força junto, antes de ter certeza que eu tinha abertura. Uma enfermeira muito mal humorada fez o toque e disse que estava com 4 cm. Quase enlouqueci. Falei pro Fábio que eu não iria aguentar mais. Tinha alguma coisa errada. Pelo amor de Deus façam alguma coisa. Preciso de uma epidural!

Das 6 às 8 eu fiquei chorando implorando por uma epidural, ou uma cesárea, pra que deixar a gente sofrendo ali se tudo estava caminhando para uma operação. Pelo amor de Deus gente, façam algo! Estava tremendo, deitada na mesma posição sem me mexer, com fome. Já não tinha mais forças pra nada. Por incrível que pareça eu ainda dormia e sonhava entre uma contração e outra. A médica veio uma hora e perguntou: “Michelle, você está dormindo?” eu olhei pra ela com vontade de esganá-la. Nem respondi. Eu não tinha vocabulário para me expressar, só tinha palavrão na minha cabeça.

Às 8:10 veio a epidural. Obrigada Deus e à ciência por existir anestesia. Depois da epidural tudo se acalmou e Fábio foi em casa novamente passear com Boris. Me deram a oxitocina na veia e eu regulava a epidural, uma gotinha a cada 15 minutos. Tudo suportável para mim, mas e para o bebê?

A cada contração o coração do bebê caia para 40 batimentos por minuto. De repente muita tensão. Todas as enfermeiras de uma vez na sala. Me mudaram de posição, nada! O bebê não reagiu. Resolveram encher minha bolsa “Chanel” com um tipo de líquido (aparentemente eles podem esvaziar e encher as membranas quando querem e também ativar e desativar as contrações), pois poderia ser que o cordão era pressionado ou enrolado. Nada! O bebê não reagiu. Por fim, o último teste antes de decidirem pela cesárea. Retiraram sangue da cabeça do bebê e o resultado foi péssimo.

Às 10:42 me preparam para a operação. Vocês verão o bebê em 30 minutos. Eu começo a chorar. Fábio é vestido com a roupa verde para ir para a sala de cirurgia. Vão me empurrando na cama para o segundo andar. Minha cabeça era um vácuo. Não se passava mais nada, só sentia uma tristeza profunda, junto com uma certa raiva.

Às 11:16 do dia 12 de fevereiro eu ouvi um grito: buáááááá, buááááá. Olhei pro Fábio que estava sentado ao meu lado durante a cesárea e a gente quase não acreditou: NASCEU! Desabamos a chorar. Daqui a pouco o Fábio vem com um bebezinho minúsculo no colo, segurando todo desajeitado. Eu perguntei o que é? Ele disse não sei, ele perguntou para as enfermeiras: é um menino ou uma menina? Alguém respondeu: olha! Daí abriram o pano que a cobria e eu vi: Uma menina!!!!

Maya nasceu de parto induzido + cesárea de emergência, gritando direto, semana 42+0, pequena para a idade gestacional (PIG), apgar 10-10-10. Todos os testes tiveram bons resultados e ela parece ser muito forte e saudável, apesar de pequenina.

Seja bem vinda Maya!

Relato de parto na Suécia – parte 1

Hoje é dia!

Acordei às duas da manhã com contrações doloridas. Mas dava para dormir entre elas, cerca de 15 a 20 minutos. Estavam fracas, como uma cólica, mas definitivamente era o começo do trabalho de parto. De manhã um pouco de sangue na calcinha, o que me animou: “deve ser o meu tampão saindo, pensei eu”.

Ligamos para o hospital antes de vir fazer os exames, como havíamos combinado com eles. Chegamos às 9:30 da manhã aqui. Agora (enquanto escrevo o post são 18:00). Fizemos diversos exames (CTG, pressão sanguínea, urina, liquido amniótico, ultrasom, toque) e tudo normal. Estava sem dilatação, mas o colo do útero tinha começado a afinar cerca de 2 cm, contrações regulares de 5 minutos em 5 minutos, porém fracas.

Eu estava convencida de que iria voltar pra casa e esperar, pois meu corpo estava dando sinal de que já estava reagindo sozinho, mas a médica fez um leve terrorismo psicológico dizendo que agora eles mudaram as regras do hospital e não estão deixando ninguém passar da semana 42+0. Fiquei na dúvida ainda. Perguntei se eu não teria o direito de negar, ela disse que ninguém iria me forçar a nada, mas que eu deveria aproveitar que tinha quarto só pra mim bla bla bla.

Quando acabamos o último exame e a conversa com ela, já era uma da tarde quase. Estava com fome e um pouco cansada. Perguntei que horas que eles planejavam fazer a indução e ela disse que imediatamente. Perguntei se não dava tempo de eu ir em casa primeiro buscar as coisas (a gente mora na frente do hospital) e ela falou que não, era pra eu ficar e Fábio iria lá buscar as coisas.

Nos deram um quarto e às 13:30 tomei a primeira dose de Citotec (prostaglandin via oral). Até agora as 18:27 já tomei 3 doses. As contrações definitivamente aumentaram e já passaram de média para moderada. Minha mãe disse para eu me preparar que vão ficar pelo menos 100 vezes pior.

As dores são como uma cólica menstrual, só que mais aguda, se irradia para a coxa e lombar. Tem que se concentrar bastante para não ser levado por elas. Respirar e tentar relaxar o máximo. Não é fácil. A vantagem é que entre as contrações dá pra descansar, pois tudo fica calmo. Quando a pressão vem é como estar num carrinho de montanha russa, bem na beira da queda, você está vendo que a adrenalina está chegando e não pode fazer nada, apenas se entregar, curtir e esperar passar. Muito impressionante. Penso no meu bebê e peço para ele aguentar firme e forte. Não deve ser fácil para ele. Mas quem disse que a vida é fácil?

As contrações estão com a frequência de menos de 4 minutos entre elas com cerca de 1 minuto de duração. Já tive mais de 10 contrações enquanto escrevo esse post. Algumas fracas, outras fortes. Posso ficar livre aqui no quarto, mas após a próxima dose de citotec eles vão querer monitorar o bebê de novo e vou ter que ficar presa na cama, ou sentada na bola (espero). Gostaria muito de deixar meu corpo progredir sozinho, no seu próprio tempo. Com esse citotec, a cada dose, as pressões ficam mais fortes, meio que você sente que não é o corpo sozinho indo no seu próprio tempo. Queria muito estar em casa, com Boris e Astro, mas enfim as coisas são como devem ser.

jantar no hospital

Hora do jantar!

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Sopa de tomate, batatas, saladas e presunto

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Meu quarto de parto

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Meu quarto de parto

Doulas na Suécia

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Sexta-feira, semana 40+3!

Ontem foi dia de Spa, hoje é dia de doula.

Encontrei uma doula aqui do lado de casa! Só existem duas doulas na região de Kalmar, pelo que pude ver no site doula.nu. Lá encontrei a Anna Lundqvist que trabalha com terapias alternativas, programação neurolinguística e massagem para grávidas: www.adanna.se.

Liguei para ela hoje de manhã, ela atendeu logo de cara, expliquei minha situação que gostaria de um tratamento de massagem ou acupressão para começar a induzir o parto naturalmente, porque eu estou na semana 40+3, focando num parto natural e não quero arriscar chegar na semana 42 e ter que induzir artificialmente com drogas. Então porque não ir começando a tentar umas massagens mais especificas para o parto.

Ela concordou, me deu uma sugestão e combinamos um tratamento de uma hora e meia, com uma massagem que estimula a liberação dos hormônios com uma pausa para caminhada. Disse que se o bebê estiver pronto e meu colo do útero já maduro pode ser que minhas contrações não demore muito a aparecer, caso contrário vou ter que esperar um pouco mais.

Vai ser uma experiência interessante!

Meu corpo está mais inchado desde ontem, tenho tido uma cólica leve e constante. Mas nenhum aumento de corrimento, nem tampão mucoso, nem nada. Ou seja, difícil saber se meu corpo está pronto. O bebê continua bem ativo, com as mexidas bem diferentes de antes, agora ele estica a perna e eu sinto a cabeça dele lá embaixo, a barriga toda mexe, em vez de ser localizado numa única parte.

Bom, eu volto para contar sobre a doula sueca!

Update 31/01: acupressão dói. Ela foca especificamente no pé, nos pontos referentes ao útero e ao colo do útero e para liberação dos hormônios do parto e redução dos hormônios de stress. Disse que pelo que ela sentiu as contrações ainda não viriam a noite, pois segundo os meus músculos do pé ainda estavam duros, o que representa o colo do útero ainda não amadurecido. Mas que as pressões de qualquer forma estimulariam. Enfim, coincidência ou não, acordei a noite com dor e contração. Isso nunca tinha acontecido antes, olhei no relógio e esperei para ver se viria outra dor, mas não veio. Mas enfim, acrdito que já é resultado da acupressão.

Malas prontas para a maternidade

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É amanhã: 40 semanas completas!

Meus amigos parecem estar mais ansiosos do que eu, tem gente até sonhando com meu parto. Eu por outro lado continuo tranquila, mas totalmente pronta e animada! Meu nível de energia continua alto, estou feliz e positiva.

Estou mais curiosa do que com medo ou ansiosa. Já li e ouvi tantas histórias de parto que vai ser interessante vivenciar as minhas próprias ondas (nas técnicas de hypnobirthing a gente é encorajado chamar as contrações de ondas ou pressão, já que a palavra contração está tão relacionada a dor e sofrimento).

Hoje tomei coragem e fiz os últimos ajustes nas malas da maternidade e agora sim, Tudo pronto! Come baby, come!

São 3 malinhas no total, que por sinal ganhei da minha mãe, mais uma sacola de snacks e bebidas. Se dependesse de mim eu provavelmente levaria tudo dentro de uma mala de viagem, mas já que ganhei as malinhas, arrumei tudo ao estilo brasileiro (com menos fru-fru claro).

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Na mala maior:

  1. Um roupão
  2. Pantufa e chinelo
  3. Dois pares de meias fofinhas
  4. Um conjunto de camisola e hobby
  5. Um pijama
  6. Calcinhas e sutiãns de amamentação
  7. Uma roupa para vir embora
  8. Um vestidinho para evitar usar aqulas roupas de hospitais
  9. Pantufa para o papai
  10. Revistas
  11. Máquina fotográfica, celular e carregador

Na mala menor:

  1. Uma necessaire com produtos de higiene e beleza
  2. Absorvente tamanho grande
  3. Absorvente de peito (aparentemente vou precisar disso :-)
  4. Uma pasta com diversos documentos como: Identidade, tipo sanguíneo, plano de parto
  5. Panfletos sobre amamentação

IMG_4440Estava na dúvida se o roupão caberia na mala.

IMG_4441Coube tudo!!

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Na mala do bebê:

  1. Seis conjuntinhos de body, meia, gorro e calça (exageiro eu sei)
  2. Diversos paninhos de boca e fraldinhas de pano
  3. Cobertorzinhos e coeiros
  4. Panfletos sobre amamentação
  5. Uma toalha
  6. Um casacão de bebê pra vir embora (parece uma roupa de astronauta hahaha)

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Na sacola de snacks:

  1. Bebidas
  2. Bolachas
  3. Chocolates
  4. Creme de azeitona

Leitura para grávidas

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1) O que esperar quando se está esperando
What to expect, when you are expecting. Heidi Murkoff

Fique longe desse livro se você quer ter um parto natural. Essa mulher fala só de doenças. É escrito sem sensibilidade, quase como se fosse um glossário ou uma enciclopédia. Definitivamente não é o meu estilo de livro. A minha amiga que me emprestou e eu devolvi na semana seguinte. Ela me disse que perdeu o medo de parto lendo esse livro. Eu sinceramente, não sei como ela conseguiu isso, mas esse livro não funcionou pra mim.
Recomendaria a uma amiga: NÃO


2) Nascer sorrindo
Birth without violence, Fredrick Leboyer

Esse livro foi escrito originalmente em 1974 por Leboyer, um dos primeiros médicos a considerar os sentimentos do bebê quando vem ao mundo. Ele fala que os recém nascidos também sentem dor e medo na hora do parto e que muitas vezes o parto é a causa de traumas que carregamos durante a nossa vida inteira.
O ponto negativo desse livro, na minha opinião, é que Leboyer é muito radical. Ele acredita que o tipo de parto afeta a personalidade da pessoa. Por exemplo, quem nasceu de um parto induzido tem dificuldade em lidar com pressão externa, quem nasceu de cesariana não toma tanta iniciativa como quem nasceu de parto normal, e uma criança que teve um parto calmo, normalmente é uma criança mais calma. Eu acho que não existe estudo suficiente para afirmar isso, mas a leitura é válida.
Recomendaria a uma amiga: SIM


3) The art of giving birth with Chanting, Breathing and Movement
Tradução: A arte de parir com canto, respiração e movimento, Fredrick Leboyer

Esse livro inclui um CD. A primeira parte é composta por trechos de cartas que Leboyer recebe de suas pacientes usando seus métodos, que na minha opinião é uma perca de tempo ou deveria ser colocado na segunda parte do livro.
Na segunda parte ele ensina algumas técnicas de respiração com som, e uns exercício para fazer junto com o CD. Se esse livro fosse escrito por uma mulher que já teve vários filhos eu daria mais credibilidade, mas um homem me falando a hora e como eu devo respirar na hora de parir NÃO OBRIGADA!
Recomendaria a uma amiga: NÃO


4) Ina May’s guide to childbirth
Tradução: O guia de Parto de Ina May, Ina May Gaskin

Ina May é uma das mulheres mais ativistas contra o sistema de parto hospitalar. Ela critica o mercado do parto no Brasil e nos EUA e dá palestras no mundo inteiro. Se você entende inglês recomendo assistir as palestras dela no youtube e economizar o dinheiro do livro. A primeira parte é um monte de história de parto que ocorre no centro de parto dela chamado de Farm. Depois ela fica criticando os médicos, as rotinas dos hospitais, as induções, os medicamentos, as cesarianas, a depressão pós parto etc. Enfim, basicamente o que sobra é: fique calma, sem medo, dê risada e se movimente na hora do parto. Fale verbalmente qualquer medo que vc tenha e libere as suas inseguranças, pois o psicológico afeta o parto e desacelera as contrações. Ou seja leitura válida, mas nada de novo que já não tenha sido falado nas palestras dela do youtube.
Recomendaria a uma amiga: NÃO


5) Hypnobirthing
https://www.facebook.com/hypnobirthingnobrasil, Marie F. Mongan

Esse livro é o mais essencial de todos para quem não fez curso de parto, Lamaze ou outra técnica. Ele dá muitas dicas de como funciona a nossa psique, fala do medo e como o ele pode travar um parto (assim como nos livros anteriores), mas ela ensina técnicas de relaxamento de maneira concreta. Também inclui um CD. Estou cofiante nas instruções dela para meu parto natural. Uma conhecida que me indicou esse livro, ela teve o bebê há 3 dias (no dia de natal) às 41 semanas e 3 dias, em casa (em Stockholm).
Recomendaria a uma amiga: SIM


6) Quando o corpo consente
Marie Bertherat, Thérese Bertherat e Paule Brung
Baixe-o aqui

Esse livro foi o meu primeiro, achei online e amei. Foi escritos por três mulheres francesas, a grávida, a mãe dela que é terapeuta e a parteira. Falam de uma maneira muito bonita e empoderadora. Cada uma escreve a partir da sua realidade. Criticam também os métodos convencionais. Tem depoimento de parto e tudo. Já que está online vale a pena a leitura.
Recomendaria a uma amiga: SIM

Curso de pais na Suécia

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Aqui na Suécia, todos os pais de primeira viagem são convidados a participar de um encontro de pais (föräldraträff)que acontece durante o terceiro trimestre. São no total entre 3 a 6 encontros de uma a duas horas de duração.

No meu caso me ofereceram 4 encontros, eu estava viajando durante o primeiro encontro, mas eu soube mais tarde que as enfermeira mostraram um video de parto.

O segundo encontro eu estava presente, eles apresentaram os diversos trabalhos que ocorrem no meu Mödravårdscentral (posto de saúde de grávidas e bebês). Ajuda social, visita pós parto, e uma tal de open förskola tipo um babycafé onde os pais podem ir para fazer algumas atividades com os bebês, dar uma estimulada e ter algum contato social.

O terceiro encontro, Fábio e eu estávamos presentes. Quando acabou, Fábio olhou para minha cara e disse: – eu não volto aqui nunca mais. Eu ri! Primeiramente eles mostraram um video sobre amamentação, que eu achei muito útil e interessante, mas eles podiam facilmente enviar um link ou vender um DVD. Inclusive enfatizaram o papel do pai que é arrumar a casa e fazer comida para a mãe logo depois que o bebê nasce. Depois eles separaram os pais e as mães e cada grupo iria discutir sobre o que é família, etc etc. A enfermeira falou também sobre métodos anticoncepcionais e colocou um cd de relaxamento e todo mundo ficou em volta da mesa, sentado numa cadeira de escritório tentando relaxar. Basicamente foi uma das situações mais estúpidas que eu já vi na minha vida.

Por sorte o grupo das mulheres não ficou discutindo o que é família. Falamos sobre försäkringskassan (como receber o dinheiro da licença maternidade por exemplo) e sobre o parto. Apenas duas sabiam o sexo do bebê. E apenas uma talvez teria que fazer uma cesariana devido à placenta baixa.

Ninguém nunca ouviu falar em parto orgársmico. A maioria quer epidural e gás do riso. Basicamente, acho que pouca gente conhece Ina May, parto humanizado e Frederick Leboyer. Mais uma vez eu me senti um alien na Suécia!

O próximo encontro é no hospital. Nós vamos lá querendo ou não, para pelo menos saber onde é que eu vou parir.

Segundo trimestre e planejamento de parto

Durante o primeiro trimestre, a parte mais delicada da gravidez onde os órgãos e membros do bebê estão se formando, tudo que a grávida mais pensa é que essa fase passe logo, para poder contar para os amigos, para a família e no trabalho. A gravidez ainda é quase que irreal, pois não sentimos que temos um bebê na barriga e também o corpo não mudou tanto.

No segundo trimestre, já nos sentimos melhor, menos enjôo, menos dores de cabeça, mais fome, mais disposição. O corpo muda, o bebê mexe e a gravidez já é uma realidade. É uma ótima fase para viajar, fazer compras (pois as roupas antigas já não cabem) e preparar as coisinhas do bebê. Nessa fase já fizemos pelo menos um ultrassom e temos uma certa noção de como o bebê está se desenvolvendo. Apesar de ainda faltarem 4-5 meses para o parto, é essa a hora ideal de começarmos a nos informar sobre o parto e a nos planejar. E informação é o que não falta hoje em dia! Ao contrário da época da minha mãe, onde todas as informações que ela teve vinham de forma oral, da mãe dela e dos vizinhos. Minha mãe diz que o único livro que ela comprou foi o famoso livro dos anos 70 e 80: Meu bebê. E que quando ela sentiu aquelas dores das contrações ela achou que fosse morrer.

Mas hoje em dia tudo mudou. Temos informações em excesso. A gente sabe dos tipos de parto, das vantagens e desvantagens de cada um, e o mais importante acho que a humanidade vem descobrindo uma outra forma de nascer e das consequências de um bom parto na vida de um ser humano. Eu fico um pouco surpresa às vezes, quando fico sabendo de algumas escolhas das minhas colegas e alguns familiares no Brasil, já que são pessoas informadas, de classe média e com alto nível de educação. Mas cada um tem o parto que merece! Cada um se prepara para o tipo de parto que vai conseguir ter.

Aqui na Suécia, como eu já disse antes, o parto padrão é o normal, onde a mulher vai para o hospital quando já estiver com contrações regulares e chegando lá quem estiver de plantão é que irá atendê-la. Caso algo dê errado, ou a mulher tenha algum problema, aí então chamam o médico e fazem uma cesária.

Mas apesar de toda essa “normalidade” do parto na Suécia, acredito que as mulheres daqui também não conhecem todo o seu poder feminino-animal para terem um parto mais natural ainda. Vi alguns vídeos no youtube e achei que elas usam muito a epidural e aquele gaz que tira a mulher da “realidade” por alguns segundos.

Eu tenho lido muitas coisas sobre o parto, e já que eu trabalho há tempos com o corpo feminino, espero realmente, que essa minha consciência corporal me ajude a ter um parto 100% consicente, prazeroso e porque não, orgásmico.

Eu separei uma série de vídeos informativos e motivadores para nós mulheres do século 21, entre tantos outros vídeos, encontrei essa brasileira que vive na Australia com uma forma muito bonita de pensar e que bate muito com a forma que eu vejo a gestação e o parto.

E a maior surpresa foi ter encontrado esse vídeo: “Parto orgásmico, o segredo mais bem guardado”. Uau! Que ótimo ter encontrado algo assim, isso muda tudo, toda a forma que a gente via o parto, toda a forma que a gente via a mulher e o papel da sexualidade no ser humano.

Enfim meninas! Era isso! Boa gravidez e orgasmo no parto! Beijão!

Doula, parto e ajuda pós parto

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Depois que fiquei grávida eu comecei a questionar não só a sociedade, mas as pessoas à minha volta, mais especificamente as mulheres, e eu me inspirei e criei uma nova tag para o blog: pagar a língua. Talvez eu pague a minha língua e todo mundo vai rir de mim dizendo: hahaha eu te avisei!. Bom, eu vou explicar.

Uma das minhas amigas do Brasil me escreveu: ai Micha estou tão feliz por você, que esse filho(a) lhe traga muitas felicidades e que aproxime você e o Fábio ainda mais.

Hummm… eu pensei, desde quando filho aproxima casal? Que eu saiba o número de separação aumenta, depois do primeiro filho e triplica depois do segundo. Sem contar o sexo, que se já ia mal antes, praticamente desaparece depois dos filhos. As mulheres ficam gordas, entram em depressão e de licença saúde.

Mas enfim, agradeci e pensei… é tomara!

Continuei explicando o sistema sueco, e ela me disse, porque você não contrata uma doula? Pra quê? Repliquei eu! Ué, ela vai te ajudar a ficar mais calma, relaxar e te dar força, fazer você acreditar em você!

Hummm, ela vai parir por mim também? eu pensei!

Continuamos:

amiga: E aí sua mãe vai pra Suécia te ajudar depois que o bebê nascer?
eu: Não, de jeito nenhum! Não quero ninguém aqui pelo menos durante os primeiros três meses!
amiga: Nossa você é louca Michelle!
eu: Ah quero me acostumar com meu bebê, cheirar ele, lamber ele, ficar descabelada pela casa, sem me preocupar com mais ninguém.
amiga: Menina, você não tem noção do trabalho que um bebê dá. Você vai precisar de alguém pra fazer comida, arrumar a casa, etc. Você vai precisar de alguém com mais experiência pra te ajudar nas emergências. Você vai precisar dormir.

Humm, então eu preciso de alguém pra me ajudar a parir, de alguém pra me ensinar a dar de mamar, de alguém pra fazer comida pra mim… resumindo, depois que eu parir vou ficar imprestável. Uma vaca estatelada na cama dando leite pro recém nascido.

E o doador do esperma fica aonde nessa história toda? Aonde está o pai da criança gente? O famoso que enviou a sementinha? Se a grávida tem alguma relação com o pai, ele deve estar junto em tudo. É um trabalho de parceria. Não é só a mãe que pari, mas o pai também. Porque nós brasileiras colocamos os homens como mais uma criança para ser cuidada no lar? Por que a gente tem que chamar a nossa mãe, a nossa irmã ou sei lá mais quem? Será que não está na hora de mudar essa história? De começar a delegar responsabilidades aos homens?

A última para terminar:
eu: Amiga venha pra cá me visitar ano que vem, deixa a cria aí com o pai e venha. Vamos viajar pela Europa, vamos à Paris, à Mônaco, à Marseille, à Roma! Comer comida fina e beber champagne!
amiga: quem sou eu, se eu viajar sozinha todo mundo morre aqui em casa! Você vai ver depois do seu bebê nascer, quero só ouvir você falando isso novamente.

Tive um flashback! Minha amiga repetiu as mesmas palavras que a minha mãe falava na minha infância! Não posso viajar senão todo mundo morre nessa casa!

Amigas virtuais, vou falar uma coisa, ninguém vai morrer se você viajar, nem se você morrer. Deixe de ser o centro do universo! Ninguém é insubstituível, nem mesmo a mãe. Livre-se desse peso. Livre-se de carregar o mundo nas suas costas. Livre-se de equilibrar mil coisas na sua cabeça. Cuide da sua saúde, de você, de ser feliz. Empodere-se. Seja da sua cabeça e da sua (ainda que limitada) liberdade. Ser mãe é apenas uma parte da sua vida. Não esqueca da sua essência!

E talvez… talvez lá pra frente eu pague a língua!

Parto na Suécia

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Os partos na Suécia são hospitalares e realizados por parteiras se tudo correr bem, ou por um médico, caso haja algum problema.

Normalmente os partos são normais, mas eu conheço 3 ou 4 casos de cesariana. Duas amigas tiveram cesariana por causa da placenta baixa e parto prematuro, outra teve parto prematuro sem razão aparente e a outra ficou com muito medo na hora de parir que ela negou ter parto normal, então chamaram um médico e fizeram uma cesariana nela.

Se tudo estiver sob controle, a mulher vai para o hospital quando as contrações estão ritmadas de 3 em 3 minutos. Chegando lá a mulher e o acompanhante sāo instalados em um quarto, onde às vezes o banheiro é dividido com outro quarto. Nesse banheiro tem uma banheira onde a parturiente pode ficar para aliviar as dores.

Naquele livro que a gente recebe na primeira consulta com a parteira Vänta Barn (Esperando bebê) tem uma sessão dedicada ao parto. Lá eles explicam os diversos meios de lidar com a dor, tanto naturais como acumputura, massagem, TENS e bolsa de água quente, quanto medicinais como anestesia e gás, inclusive explicam as vantagens e desvantagens de cada método. Mostram as melhores (coloquei essa parte como imagem do blog) posições que as mulheres podem ficar durante as dores e mesmo durante o parto e os estágios do parto que traduzindo é mais ou menos isso:

- estágio de dilatação
- estágio da expulsão
- ultimo estágio do parto: a saída da placenta.

Aqui ees fazem também o corte tardio do cordão umbilical, pois acreditam que o sangue que está lá pulsando é importante para o desenvolvimento do bebê. Além disso explicam as possíveis complicações e eventuais intervenções. Ou seja, apesar de todos esses temas serem encontrados hoje em dia na internet, ninguém pode reclamar de falta de informação. Mas mesmo assim, muita mulher sueca tem dificuldade durante o parto.

Relatos de parto na suécia:
http://www.amigasdoparto.com.br/depoim34.html
http://deby-abelha.blogspot.se/2012/07/como-o-noah-veio-ao-mundo.html
http://minhamaequedisse.com/2012/08/parir-e-correr-o-risco-de-ser-transformada/